segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012


Caso um dia você me pergunte com quem eu gostaria de parecer, eu te diria que gostaria de parecer cada dia mais comigo mesma; porque tenho orgulho de quem fui, quem sou e quem serei um dia.

Vivendo de folia e caos.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

- Você já teve medo de deixar de sentir alguma dor?
- Que tipo de dor?
- Daquelas dores latentes, diárias, quase insuportáveis. Mas que te fazem sentir vivo.
- ...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Perdendo a paciência.


Chegou a hora de perder a paciência e deixar de se acomodar com o que te incomoda.

É muito chichê falar de amor - Parte V


-V-

Finalmente eu tomo coragem e levanto. A casa está silenciosa. O mundo todo parece uma extensão de mim.
O silêncio me alegra. Abro as janelas e coloco Chico Buarque. Ele canta “Valsinha” baixinho no meu ouvido.
Silêncio e a água nos meus cabelos. Fecho os olhos e me sinto em paz com o mundo naquele momento.
Desligo o chuveiro com a estranha sensação de ter vivido aquele mesmo dia, só que com outros sentimentos. Bermuda e camiseta surrada da Janis.
Sento no sofá. Agora o Chico canta uma que não conhecia. Que alegria não saber de tudo!
Aquele dia tinha tudo para acabar ali, porém a campanhia toca. Quem será?
Levanto e o som dos meus passos tem o som abafado da saudade.
Abro a porta e ele está lá. O cheiro, a pele, o sorriso. Só pode ser mentira.
É verdade.
O oceano dentro do meu peito se agita, convulsiona. Eu daria o mundo para tê-lo aqui. As palavras somem, os sentimentos desesperam.
Lições inúteis: aprendi ali porque é tão clichê falar de amor.

É muito chichê falar de amor - Parte IV


-IV-

Acordei. A manhã (tive certeza que era manhã) tinha um gosto doce de cigarro barato.
Abri os olhos. Sem sol. Meu quarto.
Sentei. O mundo está fora do lugar, tive certeza. Todos os dias são assim: uma hora eu me adapto ao ritmo; danço conforme a música; um dia as coisas farão sentido.
Procuro na bolsa e encontro um livro que me lembra que preciso estudar. Mas eu não estava procurando responsabilidades, estava procurando a foto dele. Abro a carteira, pego a foto dele e deito de novo.
Não durmo, não tenho sono. Fecho os olhos. Aperto a foto. Penso nele. E não choro. As lágrimas são pedidos desesperados de mudança e eu já não preciso mais mudar.
Meu estômago está embrulhado de fome. Vontade de devorar o mundo. Continuei com apetite, porque a vontade de devorar o mundo faz bem. E todo mundo deveria saber: meus apetites, minhas vontades, meus sorrisos.
Olhei a foto e fiz as contas do fuso-horário. Ainda não era noite lá. Acho que fiz as contas erradas, o horário de verão alterou o fuso-horário. Até isso muda, meu Deus.
Será que ele está bem? Haveria ainda sentimento para que ele lembrar de mim?
Fiz as contas: dois dias de folga, esse mês acho que sobra uns cinqüenta reais ... parei de contar o tempo para a volta dele.
Preciso levantar. Preciso prosseguir. Preciso viver. Há dentro de mim um oceano inteiro de distâncias e conformidade: ele não está aqui.