-III-
Minha rotina continuou perdida entre meus livros favoritos, água morna, sábados a noite, domingos a tarde e semanas eternas.
Muita coisa mudou no mundo: furacões, guerras, bombas, mortes e vidas. Muita coisa mudou na minha vida também: mudei de bolsa e de carteira, mas a foto dele insistia em me acompanhar nas mudanças.
Empenhei-me em esquecer e notei que isso só me fazia lembrar ainda mais. Procurei me afastar, mas não consegui. A vida continuou. Aprendi muito sobre sentir falta de alguém. Aprendi que ninguém morre disso. Passei até apreciar a saudade, afinal ela começou a me fazer uma certa companhia.
Comecei a achar que a saudade era a palavra mais incerta, dolorosa e mágica da Língua Portuguesa.
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